Sobre o Observatório
Quanto existe emitido em renda fixa privada no Brasil, como esse estoque se reparte entre o funding bancário e o mercado de capitais, e a que custo as empresas se financiam no banco. Séries oficiais do Banco Central e da CVM, sem fonte autenticada, processadas em agosto de 2026.
Em maio de 2025, o estoque de títulos de dívida emitidos por empresas ultrapassou o saldo de empréstimos do sistema financeiro a empresas. Em agosto de 2026, o mercado de capitais responde por 52,8% do financiamento às empresas.
A virada já ocorreu — o painel não anuncia uma tendência, mede um fato consumado. O número é sensível ao perímetro: sob o crédito ampliado a empresas, a mesma realidade aparece como 36,2%. Veja.
O estoque hoje
Estoque total monitorado
R$ 8,8 tri
Captação bancária + títulos de dívida de empresas.
Captação bancária total
R$ 6,1 tri
Títulos de dívida de empresas
R$ 2,6 tri
PL agregado dos FIDCs
R$ 989,5 bi
O crédito às empresas
Empréstimos do SFN a empresas
R$ 2,4 tri
Participação do mercado de capitais no crédito às empresas
52,8%
ICC pessoas jurídicas
17,3% a.a.
Spread do ICC
15,2% a.a.
A composição do estoque
Estoque monitorado por instrumento
Em agosto de 2026, o estoque monitorado é dominado por depósitos a prazo, com 45,9% do total; debêntures e notas comerciais vem em seguida, com 17,4%.
Por onde começar
- Captação BancáriaDepósitos a prazo, letras de crédito e letras financeiras — o funding do banco.
- Mercado de CapitaisDebêntures, securitização e o espaço ocupado pela dívida pública.
- FIDCsPL, inadimplência e subordinação do crédito estruturado.
- Crédito e DesintermediaçãoA página-tese: a migração do crédito, medida mês a mês.
- Custo do CréditoICC e spread — o mecanismo de preço por trás da migração.
- GlossárioO vocabulário técnico do painel, com âncoras.
- SobreFontes, fórmulas, perímetros e o que ficou de fora.
Como ler este painel
Cinco convenções que valem em todas as páginas
Estoque não é emissão. Todo valor é saldo em final de período. Um estoque parado pode esconder um ano inteiro de emissões compensadas por vencimentos.
Valores correntes. Nada é deflacionado. Comparações de treze anos carregam inflação embutida.
Todo gráfico tem frase de leitura e tabela. A frase é gerada a partir dos dados no build, não escrita à mão — se o número virar, a frase vira junto. O link “ver em tabela” abre os mesmos dados em texto.
O selo cálculo próprio marca todo indicador que o painel calcula em vez de apenas exibir. A fórmula de cada um está em Sobre.
A janela começa em janeiro de 2013. É onde começam o crédito ampliado do BCB e os informes de FIDC da CVM. Séries que existem antes disso são truncadas, salvo nos blocos históricos explicitamente rotulados.
O que este painel não faz
Não usa nenhuma fonte autenticada. Isso custa três coisas, todas declaradas: não há curvas de crédito nem spreads de debêntures (exigiriam ANBIMA); CRI e CRA aparecem agregados em “securitizados”, porque nenhuma fonte pública os separa; e a decomposição LCI × LCA vem de um acervo da CETIP encerrado em dezembro de 2025, exibido em bloco congelado e claramente rotulado.
Também não roda nada no seu navegador: as páginas são estáticas, geradas no build a partir de JSONs versionados. Nenhuma chamada a API externa acontece enquanto você lê.