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Observatório de Títulos Privados

FIDCs, por dentro

Os fundos de investimento em direitos creditórios são a engenharia do crédito estruturado brasileiro. Esta página mede o tamanho, a qualidade da carteira e o colchão de subordinação que protege o cotista sênior.

O agregado hoje

CVM · informe mensal

Informes recebidos no mês

4.400

agosto de 2026

Fundos e classes que entregaram informe.

CVM · Tabela IV

Patrimônio líquido agregado

R$ 989,5 bi

−2,6%em percentual vs. mês anterioragosto de 2026
CVM · Tabela Icálculo próprio

Créditos vencidos sobre a carteira

3,13%

+4,7 p.p.em pontos percentuais vs. mês anterioragosto de 2026
CVM · Tabela X.2cálculo próprio

Índice de subordinação

33,3%

agosto de 2026

Cobre 98% do PL — só informes cujas cotas reconciliam com o PL declarado.

Tamanho, risco e estrutura

CVM · Tabela IV

Patrimônio líquido agregado

cálculo próprio

Em agosto de 2026, o patrimônio líquido agregado dos FIDCs somava R$ 989,5 bi, alta de +12,4% em doze meses.

CVM · Tabela I

Inadimplência agregada da carteira

cálculo próprio

Em agosto de 2026, 3,13% da carteira agregada estava vencida e não paga, contra 12,78% em janeiro de 2013.

CVM · Tabela X.2

Índice de subordinação

cálculo próprio

Em agosto de 2026, as cotas subordinadas respondiam por 33,3% do patrimônio — o colchão que absorve a primeira perda antes de atingir o cotista sênior. A série tem quebra de classificação em dezembro de 2025 e não deve ser lida de ponta a ponta.

Atenção à quebra em dezembro de 2025: o salto no índice não é movimento de mercado, é a CVM reclassificando os rótulos das cotas na transição para a Resolução CVM 175. Os dois trechos não são diretamente comparáveis.

CVM · Tabela II

Carteira por classe de recebível

cálculo próprio

Em agosto de 2026, a carteira agregada dos FIDCs é dominado por Financeiro, com 43,4% do total; Comercial vem em seguida, com 18,8%.

Como ler isso

Onde os FIDCs entram na tese do painel

O PL agregado dos FIDCs (R$ 989,5 bi) e o braço “securitizados” do agregado oficial do BCB (R$ 1,1 tri) medem realidades sobrepostas: os direitos creditórios das carteiras destes fundos já estão contados dentro da série 28851, na parcela securitizados.

Por isso o painel decompõe os FIDCs em vez de somá-los ao numerador da desintermediação. Somar o PL por fora seria contar o mesmo crédito duas vezes. Também não há dupla contagem contra o crédito bancário: a cessão com transferência substancial de riscos baixa o ativo do balanço do cedente (Res. 3.533/CMN).

Os dois números não são iguais, e não deveriam ser: o PL inclui caixa, títulos públicos e cotas de outros fundos, enquanto o agregado do BCB conta apenas os direitos creditórios. Ver Crédito e Desintermediação.

Nota metodológica

Os agregados vêm dos informes mensais entregues à CVM e são somados pelo painel. Fundos sem informe no mês não entram no agregado daquele mês — o que torna a série sensível a atraso de entrega, sobretudo nos meses mais recentes.

A inadimplência é a razão entre créditos vencidos e não pagos e a carteira de direitos creditórios (com e sem risco de recompra). Créditos vencidos porém adimplentes ficam fora do numerador.

O índice de subordinação agrega somente os informes cujas cotas (quantidade × valor) reconciliam com o PL que o próprio fundo declarou, dentro de 5%. Sem esse filtro, erros pontuais de digitação na origem — houve um informe reportando cota de R$ 103 bilhões — distorceriam o agregado em ordens de magnitude. A cobertura alcançada aparece na tabela de cada mês, e é de 98% no mês corrente.